Relembre-se

Siglas, conceitos e cálculos essenciais de SST — mais higiene pessoal, técnicas de entrevista e como conduzir um DDS que a equipe realmente escuta.

Calculadora do SESMT e dimensionamento da CIPA

Os quantitativos de SESMT (NR-4) e de membros da CIPA (NR-5) são parâmetros normativos vigentes: o sistema informa a faixa de empregados e os critérios aplicáveis, e nunca estima números. Quando a tabela oficial estiver carregada na base de parâmetros, o resultado aparece aqui automaticamente, sem precisar refazer os jogos.

Dimensionamento do SESMT (NR-4)

Número mínimo de profissionais de segurança e medicina do trabalho conforme o grau de risco da atividade e o total de empregados.

Dimensionamento da CIPA (NR-5)

Número de membros efetivos e suplentes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio, cruzando o agrupamento do CNAE com a faixa de empregados.

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Saúde e doenças ocupacionais

Saúde

Doença profissional

Causada diretamente pela atividade profissional.
Saúde

Doença ocupacional

Doença relacionada às condições ou atividades de trabalho.
Saúde

Doença do trabalho

Causada pelas condições específicas do ambiente de trabalho.

Observação: doença ocupacional é o termo mais amplo; doença profissional e doença do trabalho são classificações relacionadas.

Documentos, exames e registros de SST

Documento

CAT

Comunicação de Acidente de Trabalho.
Documento

ASO

Atestado de Saúde Ocupacional.
Documento

DOU

Diário Oficial da União.
Documento

DOSP

Diário Oficial do Estado de São Paulo.
Documento

Diário Oficial

Publicação oficial de atos e decisões do governo.
Documento

PCMSO

Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.
Documento

PGR

Programa de Gerenciamento de Riscos.
Documento

AET

Análise Ergonômica do Trabalho.
Documento

AEP

Avaliação Ergonômica Preliminar.
Documento

PPP

Perfil Profissiográfico Previdenciário.
Documento

LTCAT

Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho.
Documento

CNAE

Classificação Nacional de Atividades Econômicas.
Documento

LI

Licença de Instalação.
Documento

LP

Licença Prévia.

Ergonomia e lesões

Ergonomia

LER

Lesões por Esforços Repetitivos.
Ergonomia

DORT

Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho.

Gestão e melhoria contínua

Gestão

PDCA

Planejar → Fazer → Verificar → Agir.
Gestão

Kaizen

Melhoria contínua em pequenos passos.
Gestão

5S

Método de organização, limpeza e disciplina.
Gestão

Kanban

Gestão visual do fluxo de tarefas.
Gestão

Relatório A3

Método estruturado para analisar e resolver problemas.
Gestão

5W2H

Plano de ação com o quê, por quê, onde, quando, quem, como e quanto.
Gestão

Spaghetti Diagram

Mapa visual dos deslocamentos no ambiente.

Método 5S — resumo

5S

Seiri — Utilização

Separar o necessário do desnecessário e retirar da área tudo o que não é usado. Menos excesso no posto, menos obstrução e menos risco de acidente.
5S

Seiton — Organização

Definir um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar, com identificação clara. Facilita achar EPI, extintor e ferramenta na hora certa.
5S

Seiso — Limpeza

Limpar e, principalmente, descobrir a origem da sujeira, do vazamento e do desgaste. Limpar é inspecionar.
5S

Seiketsu — Padronização

Transformar o que deu certo em padrão visual e rotina, para o ambiente não voltar ao estado anterior.
5S

Shitsuke — Disciplina / autodisciplina

Manter o hábito no dia a dia, com auditorias simples e participação de toda a equipe.

Resumo rápido: Seiri = utilização · Seiton = organização · Seiso = limpeza · Seiketsu = padronização · Shitsuke = disciplina. Em SST, o 5S reduz riscos de queda, obstrução de rotas de fuga e uso de ferramenta errada.

Análise de causas e problemas

Causa raiz

Ishikawa

Diagrama para identificar possíveis causas de um problema.
Causa raiz

5 Porquês

Perguntar “por quê?” repetidamente até encontrar a causa raiz.

Método Ishikawa — os 6Ms

O Diagrama de Ishikawa (espinha de peixe) organiza as possíveis causas de um problema em seis grandes grupos — os 6Ms. Escreva o problema na “cabeça do peixe” e distribua as causas levantadas pela equipe em cada espinha.

6M

Método

A forma como a tarefa é executada: procedimento, sequência, permissão de trabalho, ordem de serviço.
6M

Matéria-prima / Material

Insumos e materiais utilizados: produto químico, peça, ferramenta, EPI fornecido.
6M

Mão de obra

As pessoas: treinamento, experiência, atenção, saúde, dimensionamento da equipe.
6M

Máquina

Equipamentos e instalações: proteções, manutenção, calibração, desgaste.
6M

Medida

Como se mede e controla: indicadores, inspeções, medições de agentes, registros.
6M

Meio ambiente

O ambiente de trabalho: iluminação, ruído, calor, ventilação, espaço, organização.

QUEIJO — Layers of Protection

QUEIJO — Layers of Protection

Modelo do Queijo Suíço

As barreiras de segurança funcionam como camadas de proteção, representadas por fatias de queijo, e cada camada pode possuir falhas ou vulnerabilidades — os “buracos”. Um acidente pode ocorrer quando essas falhas se alinham e permitem que o perigo atravesse todas as barreiras.

○ ○

Projeto e engenharia

→
○

EPC

→
○ ○

Procedimento

→
○

Treinamento

→
○ ○

EPI

→
○

Supervisão

Cada retângulo é uma fatia (barreira) e os círculos são as falhas dela.

Ideia central

Nenhuma barreira é perfeita

Toda camada tem limitação: procedimento desatualizado, EPI mal ajustado, treinamento esquecido, guarda-corpo removido. Por isso se usa mais de uma barreira.
Falhas ativas

O que acontece na ponta

Erros e desvios de quem executa a tarefa — pressa, atalho, distração, uso incorreto do equipamento.
Falhas latentes

O que vem da organização

Decisões anteriores que criam buracos: falta de manutenção, dimensionamento insuficiente, meta impossível, treinamento apenas no papel.

Uso prático: ao investigar um acidente, pergunte quais barreiras existiam, quais falharam e por quê — em vez de parar na culpa do trabalhador. Ao planejar uma tarefa, garanta camadas independentes, para que a falha de uma não abra caminho livre ao perigo.

Pirâmide de Frank Bird

Relação histórica 1–10–30–600 observada no estudo de Frank Bird.
Prevenção

O que a pirâmide representa

O modelo mostra que ocorrências graves podem ser precedidas por muitos eventos menores. Registrar e investigar incidentes e quase acidentes amplia as oportunidades de corrigir perigos antes de uma consequência grave.
Aplicação

Por que ela é importante para a SST

A base da pirâmide ajuda equipes a valorizar relatos, observações preventivas e desvios. O foco não é culpar: é aprender, fortalecer barreiras e acompanhar se as ações realmente reduziram o risco.

Atenção: a proporção é uma referência histórica e didática, não uma previsão universal. Cada organização deve analisar seus próprios dados e a gravidade potencial de cada evento.

CIPA — prevenção com participação

CIPA

O que é

CIPA é a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio, formada por representantes da organização e dos empregados conforme a NR-5.
CIPA

Finalidade

Prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, tornando o trabalho permanentemente compatível com a preservação da vida e a promoção da saúde.
CIPA

Na prática

Acompanha a identificação de perigos e avaliação de riscos, verifica ambientes, registra percepções dos trabalhadores, propõe melhorias, acompanha acidentes e participa das ações preventivas.
CIPA

Por que é importante

Aproxima trabalhadores e empregador, fortalece o diálogo e ajuda a transformar sinais do cotidiano em ações antes que ocorram lesões, adoecimentos ou acidentes graves.

SIPAT — educação e mobilização

SIPAT

O que significa

SIPAT é a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, promovida anualmente pela CIPA em conjunto com o SESMT, quando houver.
SIPAT

Finalidade

Reforçar conhecimentos, estimular atitudes preventivas e envolver os trabalhadores em temas de segurança, saúde, bem-estar e prevenção do assédio.
SIPAT

O que acontece

Podem ser realizadas palestras, oficinas, diálogos, demonstrações de EPI, simulados de emergência, campanhas de saúde, atividades de ergonomia, quizzes e ações de conscientização.
SIPAT

Participação dos trabalhadores

A participação ativa torna os temas mais próximos da realidade, permite compartilhar experiências e ajuda a construir soluções coletivas que continuam depois da semana do evento.

Reconhecimento e valorização em SST

Reconhecimento

Palestrantes e convidados

Um agradecimento público, certificado, lembrança simbólica ou mensagem da equipe reconhece o tempo e o conhecimento compartilhados em uma palestra ou ação educativa.
Reconhecimento

Empregado destaque

Valorizar quem comunica um risco, propõe uma melhoria ou pratica o trabalho seguro reforça exemplos positivos sem transformar segurança em competição.
Reconhecimento

Empregador comprometido

Também é válido reconhecer lideranças e empregadores que investem em controles, escutam os trabalhadores e apoiam melhorias relevantes para a SST.
Reconhecimento

Reconhecimento não material

Certificados, agradecimentos, homenagens, menções, cartas e momentos de celebração podem ser tão significativos quanto presentes. O gesto deve ser sincero, justo e transparente.

Análise estratégica

Estratégia

FOFA

Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças.
Estratégia

SWOT

Versão em inglês da análise FOFA.
Estratégia

FF (Interno)

Forças e Fraquezas → fatores internos.
Estratégia

OA (Externo)

Oportunidades e Ameaças → fatores externos.

Estrutura das Normas Regulamentadoras

Estrutura

Item

Divisão principal de uma NR.
Estrutura

Subitem

Subdivisão de um item, geralmente mais específica.
Estrutura

Anexo

Conteúdo complementar que detalha requisitos de determinada NR.

Como ler uma numeração

10.7.8

  • 10 = NR-10
  • 7 = item
  • 8 = subitem

Lei 8.213/1991 — do art. 19 em diante

Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991

Plano de Benefícios da Previdência Social. Do artigo 19 em diante estão as regras de acidente do trabalho, doença ocupacional, CAT, benefícios acidentários, reabilitação, cotas e estabilidade — a base previdenciária do trabalho do TST.

Ler a lei a partir do art. 19 (Planalto)
Lei 8.213/91

Art. 19 — Conceito de acidente do trabalho

É o acidente que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa (ou do segurado especial) e provoca lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte, perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. A empresa é responsável por informar os riscos e adotar medidas de prevenção; deixar de cumprir as normas de segurança é contravenção penal.
Lei 8.213/91

Art. 20 — Doença profissional e doença do trabalho

Equiparam-se a acidente: a doença profissional, produzida pelo exercício peculiar de determinada atividade, e a doença do trabalho, adquirida pelas condições especiais em que o trabalho é realizado. Não são consideradas as doenças degenerativas, as inerentes ao grupo etário, as que não incapacitam e as endêmicas (salvo por exposição do trabalho).
Lei 8.213/91

Art. 21 — Situações equiparadas

Acidente ligado ao trabalho que concorreu para a lesão; acidente no local e horário de trabalho por agressão, sabotagem, ato de terceiro, imprudência ou caso fortuito; doença agravada pelo trabalho; acidente na execução de ordem, em viagem a serviço e no trajeto residência–trabalho (de percurso).
Lei 8.213/91

Art. 21-A — Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP)

A perícia do INSS pode reconhecer a natureza acidentária da incapacidade quando houver nexo entre o CID da doença e a CNAE da empresa, invertendo o ônus da prova — cabe à empresa demonstrar que não houve nexo.
Lei 8.213/91

Art. 22 — CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho)

A empresa deve comunicar o acidente até o 1º dia útil seguinte e, em caso de morte, de imediato. Na falta da empresa, podem emitir o próprio acidentado, dependentes, sindicato, médico assistente ou autoridade pública. A omissão gera multa.
Lei 8.213/91

Arts. 23 e 24 — Dia do acidente e prestações

Considera-se como dia do acidente, na doença profissional ou do trabalho, a data do início da incapacidade, do afastamento ou o dia do diagnóstico. As prestações compreendem serviços e benefícios ao segurado e aos dependentes.
Lei 8.213/91

Arts. 59 a 63 — Auxílio por incapacidade temporária

Devido a partir do 16º dia de afastamento (os 15 primeiros são pagos pela empresa). Na espécie acidentária (B91) há manutenção do vínculo, recolhimento de FGTS e vedação de alta sem capacidade recuperada.
Lei 8.213/91

Arts. 42 a 47 — Aposentadoria por incapacidade permanente

Concedida quando o segurado é considerado incapaz e insuscetível de reabilitação para atividade que garanta a subsistência, após avaliação da perícia médica.
Lei 8.213/91

Arts. 86 — Auxílio-acidente

Indenização mensal (50% do salário de benefício) quando, após a consolidação das lesões, restarem sequelas que reduzam a capacidade para o trabalho habitual. É cumulável com o salário.
Lei 8.213/91

Art. 89 a 93 — Habilitação, reabilitação e cotas

O INSS deve promover a reabilitação profissional. O art. 93 fixa a reserva de vagas para pessoas com deficiência ou reabilitados: 2% (100 a 200 empregados), 3% (201 a 500), 4% (501 a 1.000) e 5% (acima de 1.000).
Lei 8.213/91

Art. 118 — Estabilidade acidentária

O empregado acidentado tem garantia de manutenção do contrato por, no mínimo, 12 meses após a cessação do auxílio por incapacidade temporária acidentário, independentemente de percepção de auxílio-acidente.
Lei 8.213/91

Art. 120 e 121 — Ação regressiva e responsabilidade civil

Havendo negligência quanto às normas de segurança e higiene do trabalho, o INSS pode ajuizar ação regressiva contra os responsáveis. O pagamento do benefício previdenciário não exclui a responsabilidade civil da empresa (indenização por danos).

Higiene pessoal e ocupacional

Higiene

Corporal

Banho diário (ou após cada turno em ambientes sujos/quentes), secagem completa de dobras e pés, uso de desodorante sem excesso de perfume — fragrâncias fortes incomodam colegas e podem mascarar odores de vazamento.
Higiene

Mãos e unhas

Lavagem com água e sabão por 40–60s antes das refeições, após o banheiro e ao sair da área operacional. Unhas curtas e limpas: obrigatório em alimentos e saúde.
Higiene

Bucal

Escovação 3x ao dia, fio dental e limpeza da língua. Consulta odontológica semestral. Halitose persistente pode indicar problema de saúde.
Higiene

Capilar e barba

Cabelos limpos e presos junto a máquinas rotativas. Barba feita quando o cargo exige respirador com vedação facial — pelos quebram o selo e anulam a proteção.
Higiene

Vestuário

Uniforme limpo e íntegro, trocado diariamente. Roupa contaminada (chumbo, sílica, agrotóxico, biológico) nunca vai para casa: higienização é responsabilidade da empresa.
Higiene

Pés e calçados

Meias limpas trocadas diariamente, calçado arejado, atenção a micoses. Botina com solado gasto perde aderência e vira risco de queda.
Higiene

Higiene do sono e mental

Rotina de horários, tela longe da cama, exposição à luz natural. Descanso é higiene ocupacional tanto quanto lavar as mãos.
Higiene

Higiene coletiva

Não comer na área operacional, não fumar em zonas classificadas, manter vestiários e refeitórios limpos, descarte correto de resíduos e perfurocortantes.

Técnicas de apresentação em entrevistas

Entrevista

Antes

Pesquise a empresa, o setor e os riscos típicos dela. Releia a vaga e prepare exemplos reais para cada requisito. Teste o trajeto ou o link da chamada.
Entrevista

Aparência

Roupa limpa, discreta e um nível acima do dress code do local. Higiene impecável, perfume leve, cabelo e barba cuidados.
Entrevista

Corpo

Cumprimento firme, postura ereta, ombros abertos, contato visual de 60–70% do tempo, mãos visíveis e gestos calmos. Respire fundo antes de entrar.
Entrevista

Fala

Ritmo pausado, frases curtas, evite gírias e 'né'. Silêncio para pensar é melhor que enrolar.
Entrevista

Método STAR

Situação, Tarefa, Ação e Resultado: estruture cada resposta comportamental e termine com um resultado mensurável.
Entrevista

Fale de você em 90s

Quem sou → formação → duas experiências relevantes → por que esta vaga. Ensaie em voz alta.
Entrevista

Perguntas clássicas

Pontos fortes e fracos (com plano de melhoria), por que saiu do último emprego (sem críticas), pretensão salarial (dê faixa pesquisada), onde se vê em 5 anos.
Entrevista

Perguntas para fazer

Como é a cultura de segurança aqui? Quais os principais desafios da função nos primeiros 90 dias? Como é medido o sucesso no cargo?
Entrevista

Depois

Agradeça ainda na sala e envie um e-mail curto de agradecimento em até 24h reforçando seu interesse.

Técnicas para DDS

DDS

O que é

Diálogo Diário de Segurança: conversa curta (5 a 15 min) no início do turno para alinhar riscos do dia e manter a segurança viva na rotina.
DDS

Estrutura ideal

1) Abertura e presença · 2) Tema único e concreto · 3) Exemplo real ou quase-acidente · 4) Pergunta à equipe · 5) Compromisso do dia · 6) Registro de assinaturas.
DDS

Escolha do tema

Baseie no risco da tarefa do dia, num incidente recente ou na sazonalidade (calor, chuva, fim de ano). Nada genérico.
DDS

Como falar

Fale com a equipe, não para a equipe. Use linguagem simples, olhe nos olhos, circule pelo grupo e evite ler papel.
DDS

Faça perguntas

'O que pode dar errado hoje nessa tarefa?' gera mais aprendizado do que dez minutos de discurso.
DDS

Erros comuns

Tema repetido, tom de punição, duração excessiva, celular na mão, ninguém participar e não registrar.
DDS

Dinâmicas rápidas

Demonstração de EPI, teste do checklist às cegas, quiz de NR em 3 perguntas, relato pessoal de um colega.
DDS

Encerramento

Resuma em uma frase, defina uma ação prática do dia e agradeça. Termine no horário.

Cálculos Importantes

Horas-Homem Trabalhadas — HHT

Total de horas de exposição ao risco de todos os empregados no período.

HHT = nº de empregados × horas trabalhadas por dia × dias no período

Finalidade: Medir o total de horas reais em que os empregados estiveram efetivamente trabalhando ou expostos aos riscos da atividade em determinado período.

Exemplo: 50 empregados × 8 h × 20 dias = 8.000 HHT.

Testar cálculo nos jogos →

Horas-Homem Trabalhadas (HHT)

Total de horas de exposição ao risco de todos os empregados no período.

h

Taxa de Frequência — TF (com afastamento)

Número de acidentes por 1 milhão de horas trabalhadas.

TF = (N × 1.000.000) ÷ HHT

  • • N = número de acidentes com afastamento
  • • HHT = horas-homem trabalhadas

Finalidade: Medir quantas ocorrências de acidentes com afastamento aconteceram a cada um milhão de horas de exposição ao risco.

Exemplo: 2 acidentes e 8.000 HHT → TF = (2 × 1.000.000) ÷ 8.000 = 250.

Testar cálculo nos jogos →

Taxa de Frequência (com afastamento)

Acidentes com afastamento por 1 milhão de horas-homem trabalhadas.

h

Taxa de Gravidade — TG

Dias perdidos ou debitados por 1 milhão de horas trabalhadas.

TG = (dias perdidos × 1.000.000) ÷ HHT

Finalidade: Medir a severidade dos acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais.

Exemplo: 10 dias perdidos e 8.000 HHT → TG = 1.250.

Testar cálculo nos jogos →

Taxa de Gravidade (TG)

Dias perdidos ou debitados por 1 milhão de horas trabalhadas.

h

Taxa de Frequência sem afastamento

Relação de acidentes leves que não geram afastamento.

TF sem afastamento = (N sem afastamento × 1.000.000) ÷ HHT

Finalidade: Medir quantos acidentes leves, que não exigem ausência do trabalhador no dia seguinte, ocorrem a cada 1 milhão de horas trabalhadas.

Exemplo: 5 acidentes sem afastamento e 8.000 HHT → 625.

Testar cálculo nos jogos →

Taxa de Frequência sem afastamento

Acidentes leves, sem afastamento, por 1 milhão de horas trabalhadas.

h

Fator de Queda — NR-35

Mede a severidade potencial de uma queda livre.

Fator de queda = distância da queda ÷ comprimento do talabarte

Finalidade: Auxiliar na avaliação da gravidade potencial de uma queda e do impacto sobre o trabalhador e o sistema de proteção. Cálculo educativo: não substitui a análise profissional de trabalho em altura.

Exemplo: Queda de 2 m com talabarte de 2 m → fator de queda 1.

Testar cálculo nos jogos →

Fator de Queda (NR-35)

Mede a severidade potencial de uma queda livre. Cálculo educativo — não substitui a análise de risco de trabalho em altura.

m
m

Dose de Ruído — NR-15

Avalia a exposição diária a ruídos contínuos ou intermitentes comparando o tempo real de exposição com o tempo máximo permissível.

D = 100 × (C₁/T₁ + C₂/T₂ + … + Cₙ/Tₙ)

  • • C = tempo real de exposição
  • • T = tempo máximo permissível correspondente ao nível de ruído (Anexo 1 da NR-15 — parâmetro normativo vigente)

Finalidade: Verificar a exposição diária somando as parcelas de cada ambiente em que o trabalhador permaneceu.

Exemplo: 4 h a 85 dB(A) (T = 8 h) + 2 h a 90 dB(A) (T = 4 h) → D = 100.

Testar cálculo nos jogos →

Dose de Ruído (NR-15, Anexo 1)

Compara o tempo real de exposição (C) com o tempo máximo permissível (T) de cada nível de ruído.

dB(A)
h
dB(A)
h
dB(A)
h

Limite de tolerância para calor — IBUTG — NR-15

O Índice de Bulbo Úmido-Termômetro de Globo depende das condições do ambiente e da existência ou não de carga solar.

Com carga solar: IBUTG = 0,7 tbn + 0,2 tg + 0,1 tbs · Sem carga solar: IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg

  • • tbn = temperatura de bulbo úmido natural
  • • tg = temperatura de globo
  • • tbs = temperatura de bulbo seco

Finalidade: Compreender como o ambiente influencia a exposição ao calor. Os limites de tolerância vêm das tabelas vigentes do Anexo 3 da NR-15 conforme a taxa metabólica da atividade — este sistema não estima limites.

Exemplo: Ambiente interno com tbn 25 °C e tg 30 °C → IBUTG = 26,5 °C.

Testar cálculo nos jogos →

IBUTG — exposição ao calor (NR-15, Anexo 3)

Índice de Bulbo Úmido-Termômetro de Globo. O cálculo muda conforme haja ou não carga solar; os limites de tolerância dependem da taxa metabólica e das tabelas vigentes.

°C
°C
°C

Índice de Custo — Ic

Relação entre os gastos totais com acidentes e o volume de trabalho.

Ic = GPBAT (gastos com acidentes) ÷ HHT

Finalidade: Analisar o impacto econômico dos acidentes em relação ao volume de trabalho.

Exemplo: R$ 16.000 de gastos e 8.000 HHT → Ic = 2,00 por hora-homem.

Testar cálculo nos jogos →

Índice de Custo (Ic)

Relação entre os gastos totais com acidentes (GPBAT) e o volume de trabalho.

R$
h